Uma aventura, a professorinha

REALIDADE nº49, Abril de 1970


Para que lembrar que, no fim do ano passado, virou a canoa em que ia uma professora e ninguém escapou?

Agora, ali, ninguém ia lembrar isso. Verdade que o motor do barco rateou, parou bem no meio do canal de mar-de-dentro. Começou a balançar, com o movimento da água. Mas quem ia pensar em tragédia?

Seu Augusto, o dono da canoa, mexendo no motor, tentando fazer pegar, explicou, na sua risadinha chiada, de quem despreza qualquer pessoa que tenha medo do mar:

– É só as velas!

Começou a chover mais forte. Lá da proa, uma mocinha sentada no primeiro dos três bancos do barco, bem humorada, aproveitou o silêncio do motor parado:

– Quer me dar aquele embrulho ali?

O barco, devagar, voltou a andar em direção de Guaxixi, um lugar habitado por cinco ou seis famílias no meio do mato e do mar da ilha de Cananéia, região mais pobre do litoral sul de São Paulo. A mocinha desfez o embrulho, feito com papel de jornal.

Vestiu a capa marrom-xadrezada, abriu a sombrinha cor de laranja e sorriu, viajando contra o verde-sujo do mar, o verde-opaco do mato das ilhas em volta e o céu escuro da chuva.

Era Jurema, a professorinha, feliz de ir, naquele barco frágil, encontrar os seus doze alunos. Pra que lembrar tragédia?

Reunião mensal

Nessa mesma segunda-feira em que Jurema viajava, umas quatro horas antes, todos os professores de escolas isoladas do município de Cananéia estavam reunidos numa sala de aulas do grupo escolar. Era a reunião mensal dos professores-do-sitio, como eles mesmos dizem, com a diretora, Dona Haidê, e o inspetor, Seu Rubens.

Do meio daquele bando de semi-heróis, que nas suas escolas fazem a própria comida (quando há comida), dormem em esteiras no chão e, para a reunião mensal, viajam a pé, de bicicleta, em canoinha de remo, enterrando os pés até os joelhos nos atoleiros das ilhas, ou às vezes pagando até um terço do salário pelo aluguel de um barco a motor, uma professora ia ser escolhida para simbolizar todos os outros, na reportagem de REALIDADE.

Dona Haidê, uma diretora e auxiliar de inspeção de ensino, orgulhosa do seu trabalho, desde sexta-feira à tarde estava vivendo a chegada dos seus heróis, acompanhando, querendo saber. Das escolas mais distantes, a primeira que apareceu foi Iracema, na sexta-feira. Dona Haidê, do meio da rua mesmo, chamou:

– Olha lá a Iracema. Aquela é do Barranco Alto. Vem cá, Iracema.

O Barranco Alto é uma escola que fica a vinte minutos de barco de Ariri. Ariri é uma vila que está a quatro horas de lancha de Cananéia. Junto com Iracema vem Enida, uma professora da escola de Ariri. Mas que não chega a ser considerada uma escola difícil. Afinal, lá existe até uma venda,  as professoras podem dormir na escola, há salas desocupadas. E, uma vez por semana, passa a lancha da Sorocabana, que vai até Iguape.

– Então, como você encontrou a escola lá?

– Ah, Dona Haidê, é uma belezinha. O Almir fez a escola e fez até uma cama, aproveitou a construção.

O prédio – a sala – dessa escola do Barranco Alto tinha sido construído pelo professor do ano anterior, ajudado por pais de alunos.

– Só não tem colchão ainda.

– Não tem? E o filtro que eu mandei o ano passado? Ta lá ainda? A água nesses lugares é ruim, sabe?

– Filtro ta lá ainda. E os meninos já disseram que vão buscar água pra mim. É 1 quilômetro, sabe?

– E aluno, tem?

– Ah, disseram que não tinha. Eu fui, Dona Haidê, casa por casa. Perguntando se tinha crianças. Sabe quantos alunos deu? Dezessete!

Ir de casa em casa significa ir de canoa, pelas casas dos pescadores, em geral distante uma da outra. Iracema poderia ser a professorinha da reportagem. Mas ela só iria para a escola na segunda-feira, depois da reunião. A viagem seria de quatro horas e meia para ir, quatro e meia para voltar, mais seis de Cananéia até São Paulo. E a redação queria a reportagem na quarta-feira, quinta no máximo.

A rodinha de professores em volta de dona Haidê já tinha aumentado. De repente um meio-alvoroço:

– Ei, olha lá quem chegou!

Aparece um rapaz de cabeça raspada. Dona Haidê apresenta:

– Esse é o professor do Viradouro do ano passado.

O rapaz vem falando com todo mundo, alegre:

– Como é que você encontrou o Ariri? E a escola do Barranco Alto? E aquele homem que mora ali vizinho?

Iracema explica de novo que está tudo bem, só acrescenta uma coisa:

– Eu não atravesso aquele sumidouro, do Ariri até o Barranco Alto, de canoinha de remo, não.

O rapaz que chegou, Roberto, entra:

– Que nada! Não tem perigo nenhum!

E começa a falar do ano em que lecionou:

– Cobra? A gente acostuma logo. Comida? Precisa ver como é gostosa  aquela banana com farinha, dos pescadores.

Dona Haidê explica que uma das principais características dos professores de escolas isoladas é o bom humor e a tendência para ver só o “lado bom das coisas”. E pergunta:

– Conta aí, Roberto, como foi na enchente?

– A enchente? Ah, foi ótimo. Em quinze dias eu não precisei andar para lavar o prato. Lavava ali na porta da escola mesmo.

Heróis

            As escolas que exigem mais sacrifício do professor no Estado de São Paulo (e, talvez, no Brasil) estão no litoral, nas Delegacias de Ensino de Caraguatatuba, Santos e Registro. E as mais difíceis mesmo estão na Delegacia de Registro que abrange todo o Vale da Ribeira de Iguape e o litoral-sul. No próprio município de Registro há escolas onde o professor também é um meio-herói, mas o inspetor dessas escolas, José Antunes, talvez por não conseguir entender o que se pretendia fazer, disse que não permitiria, de maneira nenhuma, que repórteres visitassem as escolas que inspeciona, apesar de uma autorização da Secretaria de Educação de São Paulo.

O delegado de ensino de Registro, Professor Geraldo Scabello, de espírito bastante aberto, recomendou, então, para a reportagem, as escolas de Cananéia, por serem realmente as mais difíceis, e onde a auxiliar de inspeção, Dona Haidê, é uma apaixonada por seu serviço.

E, lá, os professores das escolas isoladas passaram o fim-de-semana esperando a reunião, falando das suas vidas. Conversaram da carta que Roberto (o de cabeça raspada, do Viradouro) tinha deixado, sem contar a ninguém, para o professor que viria substituí-lo no ano seguinte. Uma carta consolando. Falaram de como estavam os professores, um com o pé todo inchado, outro com a boca cheia de feridas. Falavam das únicas diversões fora da aula: jogar bola com as próprias crianças. Ou da preocupação, domingo à noite: por que o professor da Escola do Retiro não tinha chegado, ainda?

Jurema, a professorinha

– E se não houver fossa na escola vocês podem mandar fazer e trazer a conta na próxima reunião, que a Prefeitura paga.

Na reunião dos professores, depois de exposições intercaladas de Dona Haidê e seu Rubens sobre os programas de ensino, saúde e outros problemas, a diretora começou a falar de coisas mais práticas.

Estavam ali todos os 28 professores das escolas isoladas do município de Cananéia. O professor do Retiro chegou no meio da reunião:

– Que é que houve, rapaz? Já estava todo mundo preocupado!

– Não tinha condução.

De todas essas escolas, a maioria só permite acesso por barco. E, em quase todas, as instalações são provisórias, por várias razões: é praticamente impossível construir ali, em virtude de transporte difícil. Além disso, muitas vezes as escolas têm de mudar de lugar, pois as populações de pescadores são mais ou menos nômades, mudam conforme as correntes de pesca. A culpa não é de ninguém, nem do Estado. É da natureza.

A Escola Mista de Emergência do Guaxixi era uma delas, criada a pedido dos pescadores, que ofereceram, eles mesmos, a sala para escola. A uma hora e meia de barco de Cananéia (com sorte, uma hora), é uma das escolas isoladas mais típicas da região.

Jurema, a professora, vinte anos, só um de experiência profissional, também era a típica professorinha em começo de carreira, enfrentando, como todas, no princípio, as escolas mais difíceis, para depois ir melhorando, pouco a pouco.

Dona Haidê prepara o fim da reunião:

– Olha, eu quero deixar bem claro: todo professor pode escolher o livro que quiser. Mas nós temos aqui, oferecidos pelo Exército, cartilhas, livros, cadernos, remédios.

Dona Haidê está falando do material oferecido pelo ACISO-Ex II – Ação Cívica e Social do II Exército. A Cartilha é Alegria de Ler. A diretora continua:

– Eu sei que é muito difícil, para os alunos de vocês, comprar qualquer livro. Por isso, se vocês quiserem levar, podem.

Na sala da secretaria do grupo escolar já estão separados 28 pacotes com livros, cadernos, lápis, cartilhas, caixas de giz.

Dona Haidê encerra a reunião, os professores vão saindo, passam pela secretaria para pegar o que querem levar. A maioria aceita a sugestão do livro. Depois, já vão cuidando de sair, procurar suas conduções. Quase todos vieram com o pescador, o tempo está ameaçando fechar, todo mundo quer partir logo. Jurema, do Guaxixi, quase não consegue carregar tudo o que recebeu. Todo o material didático, vários vidros de remédio, envelopes de comprimidos – quase tudo para verminose ou tosse. E também uma bandeira do Brasil, que toda sala de aula deve ter uma. Com tudo isso, também sai. Seu Augusto, o dono do barco a motor, deve estar com pressa.

Todos os professores já saíam. Dona Haidê, atarefada, sem descanso até aquela hora, distribuindo material, de repente descobre:

– Ih, meu Deus, eles esqueceram de levar o iodo!

Enche as mãos de vidrinhos, sai para  fora do grupo, correndo atrás dos professores, que estão indo embora, aos grupos, gritando:

– Ei, olha o iodo! Você aí do Retiro, olha o iodo!

A escola

O motor do barco de Seu Augusto, o pescador mais rico do Guaxixi, rateou e morreu mais algumas vezes, durante a viagem. Jurema, crescida em Iguape, acostumada com mar e canoas, não sentia medo nenhum.

– Você sabe nadar, né? Claro, é de Iguape.

– Não, não sei nadar, não.

O caminho de Cananéia ao Guaxixi, pelo mar-de-dentro – o canal do mar, entre a ilha Comprida e a Ilha de Cananéia e, depois, entrea ilha Comprida e o continente – é de um verde monótono, apagado, da vegetação das ilhas. De repente, alguma ilha menor, no canal, com um verde mais viçoso, ou algum pássaro quebra a monotonia.

– Piso naquela canoa ali! Fica mais fácil!

O barco já chegou ao Guaxixi, de longe só um barranco à beira da água. De perto, vêem-se duas casas.

Seu Augusto pulou do barco, enfiou os pés na água até os joelhos, puxou uma canoa a remo e fez uma espécie de ponte, para sua passageira descer sem se molhar. Mas não adiantou muito: a terra é um barro, por onde Jurema, carregando sua malinha, vai enterrando os pés.

A casa do Seu Augusto fica à esquerda do “porto”. Do lado direito, outra casa de madeira, com vãos largos entre cada tábua. É a venda do Seu Augusto: açúcar, farinha, fósforos, pinga.

Dos lados, abacateiros e bananeiras, nativos. Os abacates caindo pelo chão, desaproveitados. O resto, mato, mato fechado.

– De onde vêm os alunos?

– Vêm desses lugares aí.

Jurema aponta o mar e a ilha Comprida, numa direção indefinida.

– Todos?

– Não. Três moram aqui na escola mesmo. São a filha do Seu Augusto e mais dois que moram muito longe. Vieram morar aqui por causa da escola. Os outros vêm de canoa de remo.

A casa de Seu Augusto tem de tudo, cozinha com fogão de lenha e uma mesinha. Pelo meio da cozinha, o peixe salgado, pendurado nos arames, secando, que no sábado ele leva até Cananéia para vender. Seu Augusto, além de pescador, funciona como intermediário: compra o peixe dos pescadores e vende em Cananéia. Compra mantimentos em Cananéia e vende aos pescadores. O pouquíssimo dinheiro que circula no Guaxixi acaba sempre na mão dele.

Além da cozinha, a casa tem um corredor e um quarto. Antigamente tinha uma sala, mas essa sala virou a escola. Ali moram Seu Augusto, Dona Maria, três filhos, Jurema e mais qualquer visita que aparecer.

Seu Augusto entra, logo depois de Jurema:

– Maria, faz aí com café com mistura.

Jurema vai levando suas coisas para a sala de aula. Umas dez ou doze carteiras, várias janelas, mas sem ajudar a iluminação da sala. Uma mesa pequena. Um terço da sala, Jurema separou com uma cortina. Vai colocar ali a sua cama e o seu fogão.

Na cozinha, o café ficou pronto, o pessoal fala de escolas. Seu Augusto conta:

– Eu que fui lá pedir a escola. Tinha muito aluno. As carteiras, eu trouxe em duas viagens no barco.

– E no seu tempo, já tinha escola aqui, Seu Augusto?

– Ah, no meu tempo tinha. Era na casa da mãe dela aí, da minha mulher. Ah, mas naquele tempo tinha muito aluno. A professora vinha de Itapetininga. Depois, a escola acabou.

– E depois que o senhor pediu para abrir a escola aqui, quantas professoras já vieram?

– Só uma. Só a Dalila. Quanto tempo ela ficou aqui, Maria?

– Dalila? Dalila ficou três anos.

Jurema, café tomado, volta a arrumar as coisas que trouxe de Cananéia. Não tem muito segredo. Tem de deixar tudo – lápis, cadernos, livros, giz, remédios – em cima da mesa mesmo. Não há outro lugar para deixar. Algumas coisas, ela arrumou em cima  de uma cadeira, com jeito.

No começo do ano, fora do horário de aula – a aula é de manhã, das oito ao meio-dia -, Jurema tem pouco que fazer. No resto do ano, é só preparar aulas, corrigir provas.

E o professor da escola isolada tem um probleminha a mais que os outros: não dá aula só para primeiro ano, ou só para o segundo ano. Pega todos, primeiro, segundo e terceiro ano. Tem de dar aulas para todo, no mesmo horário.

– A gente dá exercício para uma turma, dá exercício pra outra, e começa, então, a explicar alguma coisa para a terceira turma. Mas, aí, os primeiros já terminaram o exercício, e começa tudo de novo.

Mas, à noite, na casa de Seu Augusto, é sempre divertido. Todo mundo joga, até a hora do jantar, a bisca, jogo de baralho também conhecido como briscola ou príscola. A luz é de lamparinas de queronese e de um único lempião, de boa luminosidade. E sempre se joga muito, que pescador janta lá pelas 9 ou 10 horas.

Antes de começar o jogo, Jurema lembra:

– Seu Augusto, a diretora disse que é para mandar fazer a fossa, que a Prefeitura paga.

– Pra que fossa?

– Precisa, né, Seu Augusto! Pra ir acostumando os alunos.

Seu Augusto, depois de uma cara de certa incredulidade, diz que vai avisar o homem que pode fazer a fossa. Na casa do seu Augusto, quem quer fazer alguma coisa, tem que fazer no mato mesmo.

O jogo da bisca, entre eles, é uma farra. Jurema é sempre parceira de Seu Augusto, e os dois são especialistas em fazer sinais, ver cartas dos adversários, trocar de cartas e coisas assim. O jantar de dona Maria é coisa difícil de encontrar mesmo na cidade: peixe frito, peixe cozido, arroz, feijão, farinha. Verdura e fruta, eles não costumam comer.

Depois do jantar, todo mundo vai dormir. Jurema, professorinha de vinte anos, noiva de um bancário de Iguape, agora transferida para outra cidade, também vai dormir. É possível que, logo que seu noivo consiga uma transferência para Itanhaém, possa casar. Talvez, então, não precise mais dormir ali, no meio de tanta gente.

A aula

– Hoje acho que vem todo mundo!

Dona Maria aponta, contra o sol nascendo, duas canoinhas que vêm chegando pelo mar. E sai, satisfeita. Estava com medo de a chuva impedir que os alunos viessem. Mas não choveu, o dia amanheceu bonito.

Seu Augusto, primeiro a levantar, foi ele quem fez o café. Logo depois, um a um, vão levantando os outros: Jurema é das últimas. Mas, mesmo assim, quase nunca fica na cama depois das 7 horas. A vida ali é de deitar cedo, levantar cedo.

Jurema toma café – pouco – e vai arrumar a sala de aula. Ajeita as carteiras, apaga o quadro-negro, varre o chão. Dá uma olhada no livro de chamada, outra olhada no programa.

E não tem mais nada para fazer. Sai lá fora para conversar e esperar que cheguem todos os alunos. Aparece o homem que vai construir a fossa, é um pai que veio trazer o filho à escola. Ela contrata o serviço. Os alunos vão chegando.

De repente, uma fila:

– Olha a distância!

Os meninos e meninas vão esticando o braço, tomando a distância uns dos outros, na fila de entrada. Jurema, meio encabulada, justifica:

– Eu ainda não tive tempo de ensinar a música de entrada pra eles.

As crianças, na maioria descalças, vão entrando. Antes de entrar na sala, cada uma dá uma pisada mais forte, no degrau de cimento da entrada da sala de aula: é para tirar o barro que trazem dos atoleiros.

Jurema faz a chamada, sem muito incidente:

– Responde assim, ó: presente!

Corrige os exercícios.

– Atenção: o segundo e o terceiro ano escrevem o cabeçalho e a data. Pula uma linha e risca com lápis vermelho. E todos os do primeiro ano abrem o caderninho.

Jurema se levanta e vai, carteira por carteira do primeiro ano:

– Você sabe fazer o a? E o e, i, o, u? Vai fazendo, bem bonitinho.

– Esse aqui tem uma bolinha e um lacinho, olha.

– Olha, assim não está bonitinho. Você fez o a igual ao o.

E Jurema vira para o terceiro ano, só dois alunos:

– Terceiro ano, atenção: exercícios. Podem copiar aqui do quadro.

Escreve no quadro exercícios de separação de sílabas. Com o terceiro e o primeiro ano ocupados, passa ao segundo:

– Podem tirar o caderno de pontos. Nós vamos ver nome e ação.

Explica, volta aos exercícios. E assim, quatro horas por dia, ensinando a ler gente que talvez nunca tivesse essa oportunidade. No recreio, às 10 horas, enquanto as crianças brincam, Jurema toma um copo de leite em pó. Não gosta muito do que a natureza ali oferece: abacate, banana, coco, peixe.

No fim da aula, os pais, orgulhosos, colocam seus filhos nas canoas. Vão de novo enfrentar o mar, no dia seguinte voltam, se não chover.

E Jurema corre atrás de um deles, na direção do mar:

– Olha, vem vindo a lancha de Iguape.

A lancha não pode encostar  no Guaxixi, tem de parar no largo:

– Se meu pai mandou alguma coisa pra mim o senhor traz até aqui?

Deixe um comentário

José Carlos Marão

Autor – José Carlos Marão (nascido em 11 de janeiro de 1941, em São Paulo), começou na imprensa… continuar lendo

Lígia Martins de Almeida

Editora do livro “Realidade Re-Vista”.

Sem o trabalho exaustivo de Ligia Martins de Almeida teria sido muito mais difícil a realização do livro “Realidade Re-Vista”… continuar lendo

Mande uma mensagem